6 de jul. de 2012

Taare Zameen Par # Como estrelas na Terra: toda criança é especial # Indicação

Ser feliz é ser livre


Taare Zameen Par traduzido por Como estrelas na Terra: toda criança é especial - filme Bollywoodiano - conta a história de Ishaan Awasthi, um garoto de oito anos que sofre de dislexia e custa ser compreendido.
Uma criança que vê as letras dançando em sua frente e completamente sonhadora, não consegue focar sua atenção durante às aulas. O pai muito rígido acredita que seu mau rendimento é falta de disciplina e o matricula em um internato.
O menino, mal compreendido e sentindo falta de sua família, entra em depressão, até que um novo professor de artes, Ram Shankar Nikumbh, percebe que algo estranho acontece com o pobre Ishaan e resolve transformar sua vida.




Ficha Técnica
Direção: Aamir Khan
Gênero: Drama
Origem: Índia
Ano: 2007
Duração: 165 min
Site oficial: Taare Zameen Par

Por que assistir: Por mostrar como o olhar atento de um professor pode transformar a vida de um aluno com dislexia. 




Trailer



Paloma Silva

13 de jun. de 2012

Lançamento de Mestre Virtual: 13/6/12

Finalmente chegou o grande dia! Hoje é o lançamento da nossa revista eletrônica Mestre Virtual.
Após muito esforço e dedicação iremos compartilhar, com todos os alunos do curso de Pedagogia da Faculdade Sumaré da unidade Santo Amaro e convidados, o nosso trabalho.
A equipe Mestre Virtual deseja sucesso a todos e que tenhamos um bom evento!

Lívia, Jailson, Mari, Patrícia, Paloma e Leandro

Vida Maria: uma reflexão

VIDA MARIA” é um filme curta-metragem em animação realizado com recursos do edital “3o. PRÊMIO CEARÁ DE CINEMA E VÍDEO”, realizado pelo Governo do Estado do Ceará, onde recebeu nota máxima na categoria “FICÇÃO-ANIMAÇÃO-FILME”. O curta se consagrou nos festivais de cinema em 2007 e encerrou o ano como o filme mais premiado do Brasil. 
Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas no Sertão Cearense, no Nordeste do Brasil, criando uma atmosfera realista e humanizada. Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.





Fonte: VIACG

A doutora Waldivia Maria de Jesus fala sobre alfabetização e letramento

Waldivia Maria de Jesus nos concedeu uma entrevista sobre alfabetização e letramento.
Waldivia possui graduação em Língua e Literatura Portuguesas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1992) e mestrado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2007). Doutorado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de são Paulo (2011). Experiência no ensino de Língua Portuguesa, na Educação Básica, atuando na Secretária Municipal de Educação, EMEF. Otoniel Mota.


Currículo Lattes de Waldivia Maria de Jesus



Nos anos iniciais se fala muito em alfabetização e letramento, para senhora, o que significam esses termos e como associá-los ou aplicá-los durante o processo de aprendizagem dos alunos?
Waldivia Maria de Jesus: A alfabetização refere-se ao desenvolvimento de habilidades do sujeito para codificar e decodificar signos linguísticos, como condição básica para que ele exerça a ciência da leitura e da escrita. O letramento é uma extensão qualitativa da alfabetização, pois visa ao desenvolvimento de habilidades para que o sujeito faça uso dos códigos linguísticos de maneira interacionalmente satisfatória. Nas fases de desenvolvimento mais avançadas, a alfabetização e o letramento devem ocorrer de modo simultâneo, por meio do incentivo à reflexão sobre a linguagem e seus diversos usos, de acordo com o tempo, o lugar e as pessoas envolvidas no evento discursivo.


Existe um método eficaz de alfabetizar e letrar o discente?
Waldivia: Existem várias metodologias de ensino que podem contribuir para alfabetizar e letrar o educando de modo simultâneo. Os métodos ativos parecem ser os mais eficazes. Esses métodos privilegiam a reflexão sobre o objeto de ensino em questão, focalizando-o sob diversos ângulos, designando suas diferentes faces e relacionando-as com outros elementos e outros contextos.


O que permite que leitura e escrita sejam aplicadas de uma maneira eficaz?
Waldivia: A reflexão sobre as diferentes funções da linguagem consiste em um dos fatores que contribui para que as atividades de leitura e escrita se processem de maneira significativa e eficaz.


Quais são os desafios no trabalho com gêneros textuais? Os contextos socioculturais dos alunos influenciam muito?
Waldivia: A qualidade da formação dos docentes pode constituir desafios para  trabalhar com textos, numa abordagem de gêneros, uma vez que essa abordagem requer do professor conhecimentos de vários aportes teóricos, tais como: a Sociolinguística, a Psicolinguística, o Funcionalismo, a Análise Crítica do Discurso e outros aportes teóricos afins. Por meio do aprofundamento desses conhecimentos, o professor poderá encontrar os meios mais eficazes para orientar os alunos, de acordo com suas cognições socioculturais.


O professor precisa de que competências e habilidades para que esse trabalho aconteça com bons resultados?
Waldivia: O professor precisa buscar aprofundamento teórico e experimentar a aplicação dos diversos aportes teóricos às praticas de ensino de linguagem.


Na sua opinião, como se dá uma avaliação que auxilie o professor e o aluno nesse processo de leitura e produção escrita?
Waldivia: A metacognição ou a reflexão sobre os processos de ensino/aprendizagem deve nortear os processos avaliativos, pois quando os sujeitos desses processos expõem ideias e dúvidas, eles elevam o grau de consciência sobre seu fazer e sobre o grau de dificuldade que encontram para realizar uma determinada tarefa. Essa avaliação é essencial para redimensionar as ações e buscar o caminho para obter sucesso na construção do conhecimento em questão.


Qual o papel da escola nesse processo de aquisição de leitura e escrita?
Waldivia: O papel da escola é fornecer bases para a construção de uma cultura que valorize o desenvolvimento das capacidades leitora e escritos dos alunos.


E a família onde entra nesse processo?
Waldivia: As famílias têm um papel importante no processo de leitura e escrita das crianças e dos jovens. Para despertar o gosto pela leitura, os pais devem criar o hábito de ler histórias infantis para seus filhos. E, à medida que os filhos forem desenvolvendo a competência leitora, os pais devem solicitá-los para que leiam histórias para eles ouvirem.


Qual a importância social de se formar bons leitores e escritores?
Waldivia: A formação de leitores e escritores é de extrema importância, pois, ao veicular, pela linguagem, os significados/sentidos que desejam e, ao interpretar os significados/sentidos que chegam até eles, a vida deles ganha em qualidade, uma vez que   passam a perceber o quanto são capazes de transformar suas relações com o mundo ao mesmo em que são transformados.


A senhora acha eficaz a proposta de ensino (currículo) para Língua Portuguesa? Ela ajuda o professor à planejar suas aulas?
Waldivia: A língua é a base de tudo, portanto deve ter lugar privilegiado em todos os currículos. O professor que tiver competência linguística, comunicativa e sociocultural, com certeza, terá maior habilidade para planejar suas aulas e operacionalizar seu plano de curso, de acordo com as características de seus alunos.


Qual reflexão a senhora deixa para todos quanto à educação em geral?
Waldivia: Caros educadores, não se sintam culpados, caso pensem que suas ações surtem pouco efeito positivo sobre a educação, se pensam assim é porque vocês são excelentes educadores e estão sempre buscando novas maneiras de ensinar para atingir a excelência desejada.  

Novo acordo ortográfico: mudanças

Confira quais são as mudanças na Língua Portuguesa após o novo acordo ortográfico:

1. Acento agudo 

- Deixa de existir nos ditongos (encontro de duas vogais em uma só sílaba) abertos "ei" e "oi" das palavras paroxítonas (que têm a penúltima sílaba pronunciada com mais intensidade).

heróico   heroico

assembléia   assembleia


Observação: as oxítonas (com acento na última sílaba) e os monossílabos tônicos terminados em "éi", "éu" e "ói", no singural e plural (anéis, chapéu e herói) continuam com acento.

- Desaparece nas paroxítonas com "i" e "u" tônicos que formam hiato (sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes) com a vogal anterior, que, por sua vez, faz parte de um ditongo.

feiúra   feiura

Observação: as vogais "i" e "u" continuam a ser acentuadas se formarem hiato, mas estiverem sozinhas na sílaba ou seguidas de "s" (baú e baús) ou, em oxítonas, se forem precedidas de ditongo e estiverem no fim da palavra (tuiuiú).

2 . Trema

- É eliminado, mas a pronúncia continua a mesma.

tranqüilo   tranquilo

freqüente   frequente


Observação: o sinal foi mantido em nomes próprios de origem estrangeira, bem como em seus derivados (como em Müller e mülleriano).

3. Acento circunflexo 

- Não é mais usado nas palavras terminadas em "oo".

enjôo   enjoo

- Também desaparece o circunflexo na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos crer, ler, ver e derivados.

lêem   leem

Observação: nada muda na acentuação dos verbos ter e vir e dos seus derivados.

4. Acento diferencial

- Nos casos abaixo, não é mais usado para facilitar a identificação de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronúncia.

- pára (forma verbal) e para (preposição)

- pelo (preposição + "o") e pêlo (substantivo)

Observação: duas palavras continuarão recebendo o acento diferencial:

- Pôr (verbo) mantém o circunflexo para que não seja confundido com a preposição por.

- Pôde (verbo conjugado no passado) também mantém o acento para que não haja confusão com pode (o mesmo verbo no presente).

5. Hífen

- Deixa de ser empregado quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes "s" ou "r". A consoante, então, passa a ser duplicada.

anti-religioso   antirreligioso

- Caiu nos casos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com outra.

auto-estrada   autoestrada

Observação: ele se mantém quando o prefixo termina com "r" e o segundo elemento começa com a mesma letra, como em super-resistente.

Fonte: Nova Escola

Última chamada: novo acordo ortográfico passa a valer em 2013

As novas normas da Língua Portuguesa passam a ser obrigatórias no ano que vem. Você está preparado?

As regras do novo acordo ortográfico passam a valer definitivamente a partir de 1º de janeiro de 2013. Se você ainda não domina todas as mudanças, precisa se preparar para adotá-las. Todo professor, independentemente da disciplina que leciona, deve seguir as normas para escrever corretamente em diferentes contextos - na preparação e na correção de atividades e provas, no quadro, nos bilhetes enviados aos responsáveis e em textos direcionados aos colegas de trabalho e à direção, como o planejamento. 
Submarino
A melhor forma de lembrar as alterações - e incorporá-las progressivamente - é manter bons materiais de consulta sempre à mão. "Uma possibilidade é recorrer a um dicionário com verbetes atualizados, que pode ficar em classe ou na sala dos professores, até que todos se familiarizem com elas", diz Clecio Bunzen, docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No computador, usar versões recentes de corretores de texto também ajuda. Outra dica é preparar colas sobre aquilo que desperta mais dúvidas, como o uso do hífen, e deixá-las sempre à mão. 
Bem informado e preparado, você estará apto a esclarecer questões trazidas pelos alunos e ajudá-los a revisar seus textos. Crianças em processo de alfabetização são as menos afetadas, pois já devem aprender conforme as novas regras da língua. Além disso, nas séries iniciais, não há um trabalho de reflexão sobre a acentuação ou sobre o uso do hífen - duas das principais modificações. "Nesse momento, os pequenos se preocupam com outros aspectos da ortografia, como escrever caracol com 'l' ou com 'u'", afirma Bunzen. "Quando forem estudar os acentos, as regras novas já terão sido internalizadas", afirma. 
Os mais velhos, que conhecem as normas hoje em vigor, têm mais dúvidas. "Eles precisam ser orientados por meio do ensino específico do que mudou", explica Artur Gomes de Morais, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e autor de livros sobre o aprendizado da ortografia. Segundo ele, é importante ler palavras grafadas corretamente, especialmente nos casos em que as formas não podem ser compreendidas com regras. A recomendação, nesse caso, também é usar materiais de consulta, sem se preocupar em levar a turma a decorar as alterações não usadas com frequência. 
Se a garotada se deparar com uma grafia antiga em um livro, por exemplo, pode-se incentivar a investigação do "erro", buscando a data de impressão dele. As alterações na ortografia podem ser resgatadas no momento em que essas dúvidas surgem - sem desviar, é claro, do conteúdo previsto para a aula.

O que motivou o novo acordo

As mudanças foram planejadas visando unificar as regras do idioma no Brasil, em Cabo Verde, em São Tomé e Príncipe, em Portugal, em Angola, na Guiné-Bissau, em Moçambique e no Timor Leste, que vêm discutindo o tema desde os anos 1990. O fator econômico foi determinante, pois a padronização vai facilitar a integração comercial. 
Ler o Mundo
A unificação pode ainda estimular o intercâmbio científico e cultural entre esses países. Embora todos falem a mesma língua, nem sempre é fácil entender além de suas fronteiras o texto escrito em um deles. E isso impede que as culturas nacionais transitem de um país para outro. "Com a reforma, é esperado que os bens culturais dessas nações, como as produções literárias, ganhem maior projeção e passem a ser mais consumidos fora de seu território de origem", explica Ulisses Infante, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e autor de diversas obras sobre a língua. 
A reforma não atinge todos os países da mesma maneira. No Brasil, por exemplo, 2 mil palavras sofreram alterações, ou seja, 0,5% do total. Já em Portugal cerca de 10 mil termos mudaram - 1,5%. Lá, "óptimo" e "acção" passaram a ser grafados como por aqui ("ótimo" e "ação"), aproximando-se da linguagem oral comum no nosso país. 
Mudanças ortográficas não são uma novidade no Brasil. As primeiras ocorreram em 1943, com o propósito de aproximar as normas oficiais da língua usada no cotidiano, incorporando brasileirismos, por exemplo. Assim, foram endossadas grafias como "comércio" e "farmácia", que já eram usadas por aqui juntamente com "commercio" e "pharmacia" - comuns em Portugal. 
Uma nova atualização ocorreu em 1971. Nessa, o trema nos hiatos átonos (como em "vaïdade") deixou de ser usado. Além disso, o acento circunflexo diferencial nas letras "e" e "o" das palavras escritas da mesma maneira, mas com sons distintos, foi eliminado. É o caso do substantivo "almôço", que levava acento para ser distinguido de "almoço", da conjugação do verbo almoçar na primeira pessoa do singular. O mesmo ocorreu com o substantivo "comêço". 
Esse percurso comprova que a língua é dinâmica e se altera com o passar dos tempos. O mesmo ocorre com a ortografia, uma convenção social, fruto do momento histórico. As mudanças do idioma, portanto, devem ser analisadas de acordo com o contexto. 

Fonte: Nova Escola