18 de jul. de 2012

46664

No mundo da Lú
Imagine-se um jovem negro, acordando na década de 90, cerceado dos seus direitos políticos, sociais e econômicos; vivendo em uma sociedade na qual uma minoria branca domina politicamente boa parte do território em que vive; amar e casar-se com uma branca é um apenas um sonho de contos de fadas, pois a realidade é apenas uma: negros e brancos não podem ocupar o mesmo espaço! Essa era a vida de milhares de africanos durante o Apartheid, regime político de segregação racial implantado na África do Sul entre 1948 e 1994. 
Certamente esse fato histórico está presente nos currículos escolares. Mas como o educador deve abordar esse tema em sala de aula? Que tal aproveitar a data de hoje, 18 de julho, aniversário do líder negro, Nelson Mandela? 

Jasapple
Mandela se destacou como líder da luta de resistência ao Apartheid ao tornar-se comandante do braço armado do CNA, Congresso Nacional Africano (movimento anti-Apartheid). Sua luta lhe custou uma prisão de aproximadamente três décadas. Mas após a campanha “Libertem Nelson Mandela”, que contava com o apoio de países estrangeiros, o ativista foi libertado e tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. 
46664, número que o líder recebeu enquanto esteve preso, se ressignificou e passou a ser usado para outros fins, tais como, emblema da campanha contra AIDS e marca de uma linha de roupas. 
Ideais antagônicos? Certamente! Muitos estudiosos criticam o atual uso da imagem de Nelson Mandela. Cabe a você, educador, ampliar essa discussão. 
Explorar sobre o racismo, a desigualdade social e o Apartheid, é apenas o início da reflexão. Instigue seus alunos a pensarem criticamente sobre o mundo em que estão inseridos. Verifique os conhecimentos prévios que possuem sobre esses assuntos. Aristóteles já dizia “a dúvida é o princípio da sabedoria”, logo, plante a dúvida em seus discentes. Mostre a eles que os acontecimentos de hoje são reflexos ou consequências de um passado. Não se prenda em livros didáticos, amplie o conhecimento, use outras ferramentas, tais como, jornais, revistas, música e filmes. O filme Mandela: luta pela liberdade é uma possível ferramenta que lhe possibilitará uma discussão sobre o Apartheid e a figura do líder. 
E já que a dúvida é o princípio da sabedoria, fica aqui um questionamento. Será que hoje, aos 94 anos, Mandela acredita que conseguiu transformar o seu país em uma democracia para todos? Reflita!

Leandro Alves e Paloma Silva

Exercícios do olhar # Exposição


 

Nesse último sábado (14) ocorreu a abertura da mostra Exercícios de olhar exposta no Museu Lasar Segall.
A mostra Exercícios de Olhar reunirá um conjunto de 37 obras criadas por 32 artistas de períodos e tendências diferentes da história da arte. O conjunto de trabalhos engloba desde o período mais acadêmico, em que o nu é tema preferencial, até figuras em paisagens urbanas e/ou rurais, além de retratos.
O título Exercícios de Olhar remete à prática de observação visual que o espectador deve fazer diante de cada obra quando aprecia uma pintura ou desenho. A curadora Aracy Amaral privilegiará na exposição obras de dezenas de artistas do final do século XIX à contemporaneidade, enfatizando trabalhos do período modernista, sempre focalizando a temática pouco usual de figuras de costas.
Segundo Aracy Amaral "o tema – figuras de costas – pode até ser visto como “reacionário”, se considerarmos que Werner Haftman já declarava na abertura da primeira Documenta de Kassel (1955) que “a imagem das coisas” não mais bastava “para apresentar a essência do homem”. Afirmação que pode ser uma alusão definitiva à rejeição da figuração como forma de expressão artística. Mas o tema pode, por outro lado, ser apreciado como exercício instigante de leitura de trabalhos de artistas que utilizaram/utilizam, eventualmente ou com frequência, o dorso de figuras em suas composições."


Onde: Museu Lasar Segall
Local: Rua Berta, 111, Vila Mariana, São Paulo
Quando: 14/07 à 21/10/12
Horário: diariamente das 11h00 às 19h00 (Fechado às terças-feiras)
Entrada: Gratuita

Fonte: Ministério da Cultura e Museu Lasar Segall

17 de jul. de 2012

Jorge Amado e Universal # Exposição

A exposição Jorge Amado  e Universal, que faz parte das comemorações oficiais do centenário de nascimento do escritor, é uma realização da Grapiúna e da Fundação Casa de Jorge Amado, em parceria com a Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo e o Museu da Língua Portuguesa. 
Para Antonio Carlos de Moraes Sartini, Diretor do Museu da Língua Portuguesa, a mostra “é motivo de grande orgulho para o museu, que assim, se torna mais brasileiro ainda, já que aproximará do grande público um dos autores nacionais que mais bem retratou o nosso povo através de suas aproximadamente 5.000 personagens criadas, cheias de grandezas, fraquezas, de sabedoria popular, donas de uma sensualidade encantadora,repletas de malícia,fé e esperanças. Ainda, segundo o diretor “a obra deste querido autor baiano ajudou a difundir a cultura brasileira, pois seus livros foram publicados em mais de 50 países e versados para 49 idiomas”. 

Rakky
Sobre a exposição
A mostra está dividida em módulos distintos, cada um deles dedicado a um aspecto marcante na vida do autor. Não existe a pretensão de esgotar nem a biografia, nem a criação ficcional de Jorge Amado. A ideia é fornecer pistas, sugerir caminhos, para que o visitante fique instigado, tenha vontade de ler e de descobrir mais depois da exposição, aliás, esta é uma característica sempre presente nas exposições realizadas no Museu da Língua Portuguesa.
O primeiro módulo é dedicado aos personagens –nove,entre tantos, foram escolhidos por representar a diversidade e abrangência da obra em diversos períodos: Gabriela e Nacib (Gabriela Cravo e Canela, 1958), Dona Flor (Dona Flor e seus Dois Maridos, 1966), Os capitães da areia (Capitães da Areia, 1937), Pedro Arcanjo (Tenda dos Milagres, 1969), Antonio Balduíno (Jubiabá, 1935), Guma e Lívia (Mar Morto, 1936), O Menino Grapiúna (O Menino Grapiúna, 1981), Santa Bárbara (O Sumiço da Santa, 1988) e Quincas (A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água, 1961).
No mesmo módulo uma grande instalação passa a ideia da verdadeira multidão de personagens principais e figurantes criados pelo autor. Milhares de fitas similares à tradicional fitinha do Senhor do Bonfim cobrem uma parede, trazendo,em cada uma delas, nomes de outros personagens – sejam fictícios, como Tieta (de Tieta do Agreste), Florzinha (de Tocaia Grande) e Ana Mercedes (de Tenda dos Milagres); ou pessoas reais que Jorge Amado inseriu na ficção, como Getúlio Vargas, Hitler e Lampião.
O segundo módulo apresenta a vida política do autor, que chegou a ser eleito Deputado Federal por São Paulo e era um destacado comunista de sua época.
O terceiro módulo é dedicado às misturas que, segundo Jorge Amado, caracterizam o Brasil – sobretudo a miscigenação e o sincretismo religioso.Uma grande instalação colorida, abriga resultados de uma pesquisa por amostra de domicílio – PNAD/1976.
O módulo seguinte é dedicado à malandragem e à sensualidade presentes na obra do autor. Através de rachaduras estrategicamente abertas nas paredes, o visitante pode se deliciar com trechos de livros de Jorge Amado.
O quinto módulo apresenta um pouco da Bahia tal como foi ‘(re)inventada’ por Jorge Amado, com suas belezas e suas mazelas.O mar e o cacau, elementos importantes para o universo do autor, estão presentes neste módulo de maneira inusitada.
Casa dos Milagres é o nome do sexto módulo que trará objetos pessoais do autor, correspondências, fotografias e até suas famosas camisas floridas.
A mostra traz ainda espaço para depoimentos de amigos, artistas e críticos ,além de depoimentos de anônimos construindo,assim, uma cronologia sintética da vida do escritor e destacando sua presença internacional, entre outros aspectos.
Uma das marcas mais fortes do escritor era exatamente a sua capacidade de transitar entre o universo erudito e o popular, entre o terreiro de candomblé e a Universidade de Sorbonne.
Já na área final da mostra são exibidos muitas edições de livros do autor publicados em diversos países – de uma capa finlandesa de Tocaia Grande a uma edição de bolso francesa de Dona Flor.

Onde: Museu da Língua Portuguesa
Local: Praça da Luz, s/nº, Centro, São Paulo
Quando: 17/4 à 22/07/12
Horário: de terça à domingo, das 10h às 18h (não abre às segundas-feiras)
Entrada: R$6,00 (estudantes pagam meia) e aos sábados a entrada é gratuita

12 de jul. de 2012

CONTEC Brasil 2012

A Feira do Livro de Frankfurt apresenta a CONTEC Brasil, uma conferência sobre alfabetização, educação e conteúdo de mídia e tecnologia para crianças e jovens, que acontecerá nos dias 7 e 8 de agosto de 2012, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.
Em sua primeira edição, educadores, administradores da área educacional, experts em tecnologia e educação, editores e profissionais de empresas crossmedia poderão participar de um programa internacional e único que combina insights visionários e experiências práticas.
A conferência é organizada por duas divisões da Feira do Livro de Frankfurt: a LitCam e a Frankfurt Academy.
A CONTEC Brasil irá promover discussões sobre a incorporação de novas tecnologias na sala de aula, o treinamento de professores, e a mídia digital e as redes sociais na alfabetização.
Palestras e painéis de discussão irão explorar a influência cada vez maior do livro digital na produção editorial tradicional, os desafios da produção crossmedia e o poder da mídia social. 

Onde: Auditório do Ibirapuera.
Avenida Pedro Álvares Cabral, Parque do Ibirapuera, São Paulo.
Quando: 7 e 8 de agosto de 2012.
Horário: das 9h às 18h.
Entrada: Gratuita.

Confira a  programação completa  e faça já a sua inscrição em CONTEC Brasil.

Fonte: CONTEC Brasil. 

10 de jul. de 2012

Georges Méliès, o mágico do cinema # Exposição

O MIS (Museu da Imagem e do Som) apresenta a exposição Georges Méliès, o mágico do cinema. Inédita no Brasil, a mostra remonta, através de seis diferentes seções, a trajetória do artista e suas invenções revolucionárias na Sétima Arte. Produzida pela Cinemateca Francesa, a exposição exibe uma coleção única no mundo proveniente de duas fontes: a reunida desde 1936, na própria Cinemateca; e a herdada por sua neta, Madeleine Malthête-Méliès, que foi adquirida em 2004 pelo Centro Nacional de Filme, com o apoio do Fundo Patrimônio do Ministério da Cultura.

Conhecido como o pai dos efeitos especiais, Georges Méliès (1861-1938), atuava como mágico, diretor teatral, cenógrafo, ator, técnico e produtor. Durante sua trajetória profissional, também foi distribuidor de mais de 500 filmes entre os anos de 1896 e 1912. Na mostra do MIS, sua vida e carreira revisitadas, com objetos, cartazes, desenhos, figurinos, fotografias e documentos originais do artista. 
Através das seções Méliès mágico; Méliès mágico e cineasta; O estúdio Méliès; O universo fantástico de Méliès; A Viagem à Lua; e Fim a mostra apresenta a vida e carreira do cineasta, reunindo objetos, cartazes, desenhos, figurinos, fotografias e documentos originais do artista. Georges Méliès, o mágico do cinema ainda conta com uma instalação exclusiva onde será possível criar filmes em stop motion com cenários baseados nas obras do cineasta.
Completando a exposição, o Museu ainda realizará projeções de onze de seus filmes em algumas das paredes. A obra-prima de Georges Méliès, Viagem à Lua (1902), será exibida dentro de uma nave espacial inspirada no filme, criada com exclusividade pelo MIS.


Instalação Méliès
O MIS concebeu, especialmente para acompanhar a exposição, a Instalação Méliès, uma obra interativa na qual grupos de até oito pessoas poderão criar filmes de até 30 segundos em meio aos cenários móveis que compõem essa instalação. Serão disponibilizados quatro narrativas e cenários para escolha dos participantes: De volta à pré-história; Exploração do espaço; A chegada do submarino; e Movimento planetário.
O trabalho, desenvolvido para o Espaço Redondo do Museu pela artista Letícia Ramos, permite uma experiência de imersão no mundo mágico do cineasta e ilusionista francês. A partir da escolha de uma narrativa, será possível manipular recursos cenográficos e efeitos especiais como o aparecimento e desaparecimento de objetos e pessoas e a mudança de tamanho de elementos da narrativa, semelhantes aos truques utilizados por Meliès em seus filmes.


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Sobre Méliès
Georges Méliès (1861-1938) foi desenhista, mágico, diretor de teatro, decorador, ator, técnico, produtor-diretor-distribuidor de mais de 500 filmes entre 1896 e 1912. Durante quase vinte anos, Méliès reinou como mestre absoluto sobre o mundo da fantasia e dos truques cinematográficos. Sua contribuição para a Sétima Arte é essencial, porque ele abre à cinematografia, então nascente e quase exclusivamente documentária, as portas do sonho, da magia, da ficção. Méliès realiza um ato fundador ao unir o universo de Robert-Houdin à cronofotografia ou cinematografia de Marey e dos irmãos Lumière. Recentemente, o público pôde conhecer um pouco mais da história de Méliès com o filme A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, Estados Unidos, 2011), de Martin Scorsese - obra que conquistou cinco Oscars neste ano. A referência ao cineasta também pode ser notada em diversas outras esferas artísticas. É o caso do videoclipe Tonight, Tonight (1996), da banda de rock norte-americana The Smashing Pumpkins, totalmente baseado em Viagem à Lua. Além do grande sucesso, o trabalho conquistou o prêmio de melhor videoclipe daquele ano no MTV Video Music Awards.


É proibida a entrada com bolsas e mochilas.

Onde: Museu da Imagem e do Som.
Local: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo.
Quando: 04/06 à 16/09/12
Horário: Terças as sextas, das 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.
Entrada: R$ 4,00 (estudantes pagam meia)

6 de jul. de 2012

Flip 2012


Considerada um dos principais festivais literários do mundo, a Festa Internacional Literária de Paraty ou simplesmente Flip, desde 2003, realiza cerca de 200 eventos, que incluem debates, shows, exposições de filmes e apresentações de escolas, entre outros, distribuídos em Flip Programação Principal, Flip - Casa da Cultura, Flipinha (público infantil), FlipZona (público jovem).
A Flip 2012 que acontecerá de 4 à 8 de julho na cidade de Paraty, Rio de Janeiro, homenageará o escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade, cujo nascimento completa 110 anos em outubro.
Mais de 40 escritores consagrados irão participar do evento, entre eles o cartunista Angeli, o jornalista Fernando Gabeira e o jornalista Luís Fernando Verissimo.
Confira a programação completa no site do evento:  http://www.flip.org.br/

Leandro Alves e Paloma Silva