23 de mai de 2012

Jean Jacques Rousseau: um breve panorama

O Universo numa Casca de Noz
Jean Jacques Rousseau nasceu em Genebra, na Suíça, em 1712, e faleceu em 1778, em Ermenonville, França.
Músico, escritor e principalmente filósofo iluminista do século XVII, foi pai de 5 filhos, todos enviados à um orfanato. Suas principais obras são: Émile e Du contrat social.
“O princípio fundamental de toda a obra de Rousseau, pelo qual ela é definida até os dias atuais, é que o homem é bom por natureza, mas está submetido à influência corruptora da sociedade. Um dos sintomas das falhas da civilização em atingir o bem comum, segundo o pensador, é a desigualdade, que pode ser de dois tipos: a que se deve às características individuais de cada ser humano e aquela causada por circunstâncias sociais”, diz Márcio Ferrari, colaborador da Revista Nova Escola.
Para o filósofo o primeiro tipo de desigualdade é algo natural, já o segundo deve ser combatido.
A desigualdade causada pelas relações sociais é nociva e gradativamente foi suprimindo a liberdade do sujeito, o que restou foram regras de polidez e uma valorização das aparências.
O homem ao se privar dessa liberdade, de acordo com o filósofo, abre mão da própria qualidade que o define como humano. E para recuperar essa liberdade o homem precisa se autoconhecer, através da emoção, em uma verdadeira entrega sensorial à natureza.
A partir dessa linha de pensamento surge o mito do Bom Selvagem (o ser humano em seu estado natural, sem pudores sociais), o que seria uma idealização sobre o homem.
O objetivo de Rousseau não era desmerecer a sociedade e sim reconduzir a espécie humana à igualdade, por conseguinte à felicidade.
Um de seus grandes legados foi a sua nova concepção de educação, à qual afirmava que a infância possuía várias fases de desenvolvimento, sobretudo cognitivo. São elas: lactância (até 2 anos), infância (de 2 a 12), adolescência (de 12 a 15), mocidade (de 15 a 20) e início da idade adulta (de 20 a 25).
Para ele a criança deveria viver intensamente cada fase de sua infância, e a educação mais do que instruir, deveria se preocupar com a formação moral e política. E o professor tem que “preservar o coração do vício e o espírito do erro”, pois assim o aluno quando adulto saberá se defender sozinho dos perigos que a sociedade desperta, tentando assim ser um “bom selvagem”.


Leandro Alves e Paloma Silva

Referência Bibliográfica:

FERRARI, Márcio. Jean-Jacques Rousseau, o filósofo da liberdade como valor supremo, In: Revista Nova Escola. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/filosofo-liberdade-como-valor-supremo-423134.shtml?page=0>. Acesso em: 10/4/12

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