17 de jul de 2012

Jorge Amado e Universal # Exposição

A exposição Jorge Amado  e Universal, que faz parte das comemorações oficiais do centenário de nascimento do escritor, é uma realização da Grapiúna e da Fundação Casa de Jorge Amado, em parceria com a Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo e o Museu da Língua Portuguesa. 
Para Antonio Carlos de Moraes Sartini, Diretor do Museu da Língua Portuguesa, a mostra “é motivo de grande orgulho para o museu, que assim, se torna mais brasileiro ainda, já que aproximará do grande público um dos autores nacionais que mais bem retratou o nosso povo através de suas aproximadamente 5.000 personagens criadas, cheias de grandezas, fraquezas, de sabedoria popular, donas de uma sensualidade encantadora,repletas de malícia,fé e esperanças. Ainda, segundo o diretor “a obra deste querido autor baiano ajudou a difundir a cultura brasileira, pois seus livros foram publicados em mais de 50 países e versados para 49 idiomas”. 

Rakky
Sobre a exposição
A mostra está dividida em módulos distintos, cada um deles dedicado a um aspecto marcante na vida do autor. Não existe a pretensão de esgotar nem a biografia, nem a criação ficcional de Jorge Amado. A ideia é fornecer pistas, sugerir caminhos, para que o visitante fique instigado, tenha vontade de ler e de descobrir mais depois da exposição, aliás, esta é uma característica sempre presente nas exposições realizadas no Museu da Língua Portuguesa.
O primeiro módulo é dedicado aos personagens –nove,entre tantos, foram escolhidos por representar a diversidade e abrangência da obra em diversos períodos: Gabriela e Nacib (Gabriela Cravo e Canela, 1958), Dona Flor (Dona Flor e seus Dois Maridos, 1966), Os capitães da areia (Capitães da Areia, 1937), Pedro Arcanjo (Tenda dos Milagres, 1969), Antonio Balduíno (Jubiabá, 1935), Guma e Lívia (Mar Morto, 1936), O Menino Grapiúna (O Menino Grapiúna, 1981), Santa Bárbara (O Sumiço da Santa, 1988) e Quincas (A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água, 1961).
No mesmo módulo uma grande instalação passa a ideia da verdadeira multidão de personagens principais e figurantes criados pelo autor. Milhares de fitas similares à tradicional fitinha do Senhor do Bonfim cobrem uma parede, trazendo,em cada uma delas, nomes de outros personagens – sejam fictícios, como Tieta (de Tieta do Agreste), Florzinha (de Tocaia Grande) e Ana Mercedes (de Tenda dos Milagres); ou pessoas reais que Jorge Amado inseriu na ficção, como Getúlio Vargas, Hitler e Lampião.
O segundo módulo apresenta a vida política do autor, que chegou a ser eleito Deputado Federal por São Paulo e era um destacado comunista de sua época.
O terceiro módulo é dedicado às misturas que, segundo Jorge Amado, caracterizam o Brasil – sobretudo a miscigenação e o sincretismo religioso.Uma grande instalação colorida, abriga resultados de uma pesquisa por amostra de domicílio – PNAD/1976.
O módulo seguinte é dedicado à malandragem e à sensualidade presentes na obra do autor. Através de rachaduras estrategicamente abertas nas paredes, o visitante pode se deliciar com trechos de livros de Jorge Amado.
O quinto módulo apresenta um pouco da Bahia tal como foi ‘(re)inventada’ por Jorge Amado, com suas belezas e suas mazelas.O mar e o cacau, elementos importantes para o universo do autor, estão presentes neste módulo de maneira inusitada.
Casa dos Milagres é o nome do sexto módulo que trará objetos pessoais do autor, correspondências, fotografias e até suas famosas camisas floridas.
A mostra traz ainda espaço para depoimentos de amigos, artistas e críticos ,além de depoimentos de anônimos construindo,assim, uma cronologia sintética da vida do escritor e destacando sua presença internacional, entre outros aspectos.
Uma das marcas mais fortes do escritor era exatamente a sua capacidade de transitar entre o universo erudito e o popular, entre o terreiro de candomblé e a Universidade de Sorbonne.
Já na área final da mostra são exibidos muitas edições de livros do autor publicados em diversos países – de uma capa finlandesa de Tocaia Grande a uma edição de bolso francesa de Dona Flor.

Onde: Museu da Língua Portuguesa
Local: Praça da Luz, s/nº, Centro, São Paulo
Quando: 17/4 à 22/07/12
Horário: de terça à domingo, das 10h às 18h (não abre às segundas-feiras)
Entrada: R$6,00 (estudantes pagam meia) e aos sábados a entrada é gratuita

Um comentário:

  1. A equipe Mestre Virtual esteve lá e adorou mergulhar nas raízes de Jorge Amado!
    É uma pena que já acabou =(

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